Todo mundo tem ou já teve um ferrolho.O primeiro é a barriga da mãe da gente, lá nada de mal nos acontece (em tese, tem mãe que é mais câmara de tortura do que ferrolho - digo, as fumantes, drogradas, as que se apertam toda, entre outras.)
Depois a mão forte e firme do pai, pra gente atravessar a rua, entrar no mar, pra nos segurar quando a gente tá caindo do brinquedo na pracinha.
A vó, que nos livra da surra, às vezes merecida, outras mera precipitação de quem tá cansado da gente, mas não pode admitir, pois mãe é mãe e pai é pai, como podem se cansar dos filhos?! Podem sim...
Tem também a amiga, aquela do peito, que na hora do aperto faz a gente acreditar que tá tudo bem, que não vai dar nada. Amiga que é amiga transforma a realidade. Depois a gente se dá mal de fato, mas por o tempo de uma conversa parece que tudo se ajeitou.
E tem o namorado, que às vezes se faz de ferrolho, e é o "cão" vestido de ovelhinha! A gente até cai, mas no fim aproveita.
O que seria da gente sem um ferrolho?
