segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Os 2

Os 2 realmente são 2, são únicos, mas tem dupla personalidade;

Os dois poderiam ser cada 1, 1.

1 de cada vez, 1 só, aqui e alí. 
O 2 dele que ela mais gosta ele não é, ou ele é, e ela não gosta tanto do 1.
O 2 dela é parelho com o dele, ele puxa e ela vai, se deixa levar, e adora. 



Ela precisa...

Ela precisa de um óculos novo;
Precisa enxergar melhor ao redor!
Ela precisa arrumar a casa;
Precisa arrumar-se para sair de casa!
Ela precisa dormir e descansar;
Precisa deitar-se e sonhar!
Ela precisa arrumar o guarda-roupa;
Precisa guardar-se e não deixar-se desgastar como uma roupa!
Ela precisa passear;
Precisa fazer tudo passar!

domingo, 30 de dezembro de 2012

A caixa está vazia

Levaram o Soldadinho de Chumbo, e o coração de Maria do Meio bate de novo descompassado, parece que não vai ter fim, tanta desarmonia.

Cadê ele pra ditar o ritmo? Quando o tambor vai tocar direitinho de novo? Com hora pra rir, hora pra falar alto, hora pra silenciar, hora pra brincar,  hora pra chorar, Cada hora a seu tempo, agora tudo está muito misturado...

Ele sabe o quanto faz falta na caixa de brinquedos, e brincar agora perdeu a graça.


Minha criança, meu lindo filho Henrique, estou com muita saudade, mas sei que estás te divertindo e aproveitando as tuas merecidas férias escolares, daqui a pouco estaremos juntos novamente, eu sou tua e tu és meu pra sempre, Lembra? Eu te Amo!


sábado, 29 de dezembro de 2012

A Pressa

A pressa é um mal, ela torna banal;
A pressa não vence, convence;
A pressa erra, e te ferra;
A pressa não cura, a pressa é dura.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Aqueles braços.

Aqueles braços estão vazios, não encontraram o corpo para abraçar;
Aqueles braços estão pesados, não há sustento capaz de levantá-los para tocar;
Aqueles braços não balançam, não tem imã, não seguem a quem devem carregar;
Aqueles braços não abanam, não miram em quem devem acenar;

Aquela mente não pensa em quem deve pensar, aqueles olhos não vêem quem devem olhar, aqueles ouvidos não ouvem quem devem escutar, aquela boca não fala com quem deve beijar!

A Espera.

A espera ajuda, mas também machuca;
É necessária, é dispensável, é incansável, é angustiante, é gratificante.

É cuidado, é carinho, é sózinho, é malgrado,  é aprendizado, também é machucado;
É cruel, é  mel,  é fel;
É rancor, é pavor;
É dor, é amor.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Então, é isso aí!

Não adianta chorar, do 8 ao 80 em 24 horas!

Do pranto à risada, porque rir é melhor, é mais fácil e a gente nem fica tão feia!


Então...

 


sábado, 22 de dezembro de 2012

De uma risada de Deus...

Quando a gente é pequeno a gente aprende que Deus é bom, é pai, nos ama, e como bom pai, nos cuida e está sempre de bem com a vida. Não é bem assim não, às vezes ele se enfurece, perde a paciência, se altera, mas como bom pai, volta ao normal, e nos cuida. E quando tudo está bem, tudo corre em perfeita ordem no âmbito da criação divina, ele ri, ou melhor, ele gargalha, e no fim daquela alta e gostosa gargalhada ele solta um "Aaaaaaaaaai", como quando a gente, daqui mesmo, rí de doer a barriga, e depois, faz um "ai...ai".

E é nesse "Aaaaaaaaaai", que nascem as boas almas, as pessoas de bom coração, com Amor pra dar em triplo do que recebem, é nesse momento que os bons vem pra Terra, eles vêm de um momento de plena satisfação divina.

Abençoados somos nós que conhecemos o Amor!

Tinha uma pedra no meio caminho...

É assim, quando menos se espera, se tropeça, tem uma pedra no meio do caminho, tem uma parte da calçada solta.

Outras vezes, nem é uma pedra, é um suspiro mal dado, algo que não cai bem, é na alma, no espírito.

Na fila, estava lá... ela usava uma bandana, era branquinha, branquinha, carregava uma criança no colo, e o pai acompanhava os dois. Ela não tinha sobrancelhas, tava na cara, ela tinha um problema carnal.

Deus não dá a ninguém um problema quando não se tem competência pra resolver. Na escola não se pode exigir que uma criança de 7 anos resolva uma equação de segundo grau, assim como Deus não nos manda nada além do que podemos suportar. Há quem suporte problemas carnais, e há quem suporte problemas espirituais. Nenhum é pior ou melhor que o outro, são problemas, em busca de soluções, e nunca solucionamos um problema com a mesma desenvoltura com que nos metemos nele, tá aí o desafio.

Não me mande problemas carnais, meu Deus, eu sou fraca, sei que eu criei todos eles por que passei, mas é mais sofrido, mais demorado, eu aprendi que posso, mas me embanano toda, prefiro o sofrimento da alma.
Minha Saudade,

Esta noite o Henrique se apresentou na escola, com alegria, entusiasmo e muita empolgação. Foi inevitável não retomar o pensamento que tive a caminho da escola. Poderia ter sido você, completando a primeira série, mas Deus não quis assim.
E eu nunca me conformei, nunca te esqueci. Por tempos te deixo quietinho, mas nunca te tiro da minha lembrança.

Que teu final de ano, se aqui entre nós, tenha uma festa tão linda quanto a do Rique hoje, e que tu receba da tua mãezinha um abraço e um beijo tão cheios de afeto quanto os que o Rique recebeu. Se junto de Deus, que teu anjo te passe toda a energia da minha saudade e que te acolha nas suas asas grandes e brancas, te abraçando como eu amaria ter te abraçado, num momento tão lindo como este.

Foi muito pouco tempo, mas o suficiente pra eu te amar.
 
Sua mãe Márcia.


A Vida é uma Skol.

É a vida é uma Skol sim, e Ela não acreditava muito nisto. Acreditava que o que passou, passou, que nada voltaria, nem para sí, nem para ninguém, quem fez, um dia acertaria com Deus, e pronto. Talvez por isso guardasse tanto, dentro de si, armazenasse na memória e no coração os acontecimentos da Vida. Já que não voltam, não deixaria que fossem embora.

Entretanto, a Vida dá voltas, voltas em torno de sí, deixando que seus cabelos longos encubram seus olhos, e é aí que ela não vê, que deixa passar os nossos tropeços, durante aquelas voltas tão rápidas, tão estonteantes. Então chega a hora do acerto, nem sempre acerto explícito, muitas vezes nem se percebe, mas as contas estão se colocando em dia.

As pessoas vão e vêm nas nossas vidas, nos fazem bem, nos fazem mal. Tem horas que a gente presencia o "castigo" delas, não dá risada, mas faz um retrocesso, e se sente bem. É como dizem, "Perdoar é divino, mas mandar pro inferno é sensacional", é prazeroso, tem horas que mandar pro inferno é simplesmente TUDO!

Melhor ainda é quando a Menina se rodeia e nos traz do passado alguém inesperado, de um passado distante, de um passado recente. Parece que dos bolsos dela elas caem, os momentos, as lembranças, as presenças, bem onde estamos e nos faz pensar que tudo está bem. Não tão ruim é quando ela se aborrece, acha que não estamos sabendo brincar e afasta os brinquedos, agindo com sabedoria, enfim, acaba nos fazendo bem.

Aconteceu com Ela, ele apareceu, sumiu, apareceu de novo, e fez tão bem... Ele não é dela, nem Ela dele, mas quando estão juntos são um do outro. São momentos raros, mas intensos, são rápidos, mas eternos.

A Menina ainda brinca, não sabe onde guardá-los, se juntos, ou separados, e eles seguem a regra, enquanto puderem estar lado a lado, irão aproveitar, até que a menina decida.

Então, é Natal!

Então, é Natal, é Final de Ano.

Desde cedo, mesmo com a árvore, com os presentes, Ela dizia pra mãe que não gostava do Natal, que já tinha gostado, mas não gostava mais. A mãe dizia, que quando tivesse os seus filhos, Ela passaria a gostar.

E foi assim, por um tempo Ela aproveitou, mas agora... parece sofrido, Ela torce pra não chegar nunca, pra parar no tempo. Se Ela perguntasse de novo pra mãe, o que ela responderia?

"Quando tu tiver os teus netos tu vai voltar a gostar...", talvez a mãe respondesse assim, mas é muito tempo.

Natal, Festa de Final de Ano, tinham que ser opcionais, se a pessoa quer, ela participa, se envolve, se ela não quer, um filtro barra tudo ao redor referente a data. Mais ou menos como quem opta por não comemorar aniversário.
Não surge nada a TV te parabenizando, as decorações ficam invisíveis, presentes não "aparecem"  ao amanhecer, pra criar uma atmosfera, esta que Ela mesmo cria, preferindo estar longe. gostaria de estar longe.



 

sábado, 8 de dezembro de 2012

O SORRISO

Hoje minha mãe ganhou um sorriso novo, e um sorriso lindo por sinal! Uma fatalidade levou aquilo que ela tinha de mais brilhante, mas não tirou dela a vontade de viver, de vencer, de ir atrás da sua vaidade novamente. Não foi fácil, muito menos indolor, mas ela conseguiu! Ela nunca deixou de ser linda, pois tem beleza interior e agora está mais ainda. Esta mulher nunca esmurrou uma porta por revolta, nunca excumungou deus nem o diabo, e olha que passou por muitas. Essa é minha mãe! A Isa, a Vó Isa. Se eu chegar a 10% do que ela é, já serei uma boa pessoa, pois ela é muito mais. Tenho um imenso orgulho dela!

E vamos sorrir com a Vó Isa! :)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tarde demais.

O peito se abriu, ele estava por explodir, seria um pedaço pra cada lado, e a vida dela nunca mais seria a mesma!
Os sentimentos correram do coração pra boca, precisavam ser ditos, e talvez não fossem compreendidos, a boca estava confusa, mas a cabeça sabia muito bem o que pensava.
O elefante pisava cada vez mais forte no peito dela, e de uma vez tudo saía a força pela boca, nada parava lá dentro.
Ela teve coragem, diante da sua imensa fraqueza, teve coragem finalmente de dizer que amava, e quem amava. Tarde demais! Dor... tarde demais...

domingo, 29 de julho de 2012

O Holter

Mais uma vez um aparelho vai medir a intensidade dos sentimentos dela.
Ele vai dizer o quanto doeu a perda, o quanto valeu o ganho, o quanto foi nula a tentativa e o quanto tentar fez falta.

Cada batimento registrado poderia aliviar uma pontinha de pensamento preocupado. Cada batimento registrado deveria atrair uma gota de alegria que se perdeu e manter as tantas que se formaram.

Galopar é bom, mas ninguém começa com um galope! Difícil é voltar pro ritmo. O coração dela precisa bater fora do corpo, ele quer correr, fugir dela, e descansar à sombra, em paz. O pobre está cansado. E ela precisa ficar inerte, sem ele, vazia, dar-se  tempo para pensar, refletir, reagir, gritar, chorar, conversar, amenizar, sofrer e depois sorrir.

Aí, ele vai voltar... calminho, sem anseios, aberto, limpo, brilhante, sem dor, sem pressa, pronto pra continuar batendo, por ela, pra ela, e pra quem ela desejar que ele bata.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Band-aid

Ela está se arrumando. Comprou roupa nova, vestiu a lingerie, a meia-calça, o vestido.
Começou a se maquiar, logo depois de arrumar o cabelo.
Passou rímel, lápis nos olhos, sombra, batom.
Colocou os anéis, os brincos, a pulseira.
A bolsa está pronta, esperando ela dar-se por pronta.
Usou o melhor perfume e avaliou-se no espelho.

A ferida estava lá, na bochecha dela, grande e ainda aberta. Nada tapa, esparadrapo, band-aid, só chamarão mais a atenção.

Ela não vai a festa.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O que ele diria?

Se ela pudesse, lá do alto, ao lado do homem mais poderoso de todo o mundo, idolatrado em todas as religiões do bem, o homem mais conhecido em toda a história da humanidade, ela perguntaria pra ele o que será de mim.

Com aquele jeitinho doce, aquela voz fininha, ela diria:

- Como vai ser? Ela vai gostar? Ela quer tanto, e merece tanto! Vem cá, me conta! (Com ele dá pra ser informal, ele adora a intimidade de pai e filho).

Ele diria:
- Nem te conto, o que eu guardei pra ela! (Baixinho, com uma voz também fraquinha, a final, não são só milênios de existência, é uma vida inteira infinita, não tem como quantificar a idade).

E ela diria:

- Então, começa, abre o jogo! hehehe! "Fala couro de gato, fala meu tamborim!"

E ele diria novamente:

- Nem te conto!

Como se costuma dizer, só Deus sabe! E ele não conta!


Ela, de novo!

Pois é, a menina tá pregando peças de novo, ou melhor, escondendo as peças!

Ela adora uma brincadeira e a que mais gosta é a de esconder! Esconde o destino, esconde o futuro e faz com que as Marias corram atrás, umas tentando ajudar as outras a achar as peças do quebra-cabeças que a Vida escondeu!

Uma quer dinheiro, a outra companhia, a outra paz, a outra trabalho e a outra muita diversão (é a mais novinha, a nossa Maria Neta). Que guriazinha geniosa, por que não deixa tudo montadinho, ninguém vai mexer. Não... ela quer correria! Acha-se uma peça, e ela esconde outra! Intolerável! Porém, amável...

Ela esconde tão bem, que você não enxerga o que está simplesmente debaixo do seu nariz. O companheiro está lá, já viu Maria do Meio, só que .... Ai!

Maria Mãe, procura calmamente recuperar a sua paz, o seu bem-estar, sempre resignada, aceitando os gracejos da menina, como algo natural, nunca se irritou com ela, nunca mandou parar, quer sempre ir além, em frente e aproveitar o que a menina oferece, sendo de melhor ou nem tanto de melhor.

Maria Mais Velha se acomodou! Tudo bem, as peças dela estão bem encaixadas, então ela ajuda as outras, dá uns pitacos, opina, sugere...algo meio... " tô por aí, me chama!"

Maria Caçula, anda, não sai do lugar, anda de novo, dá um passo, tenta se firmar, parece que está conseguindo. A peça dela é grande, não deu pra esconder muito bem, quando ela realmente quis, ela encontrou.

Maria Neta, curte! Só curte e compartilha! É criança como a menina, se dão bem!

Mexa-se saquinho de pano! Foi pra isso que a te costurou, mexa-se!


terça-feira, 19 de junho de 2012

E agora?

- Oi! (Agora não dá pra gritar, mantenha a calma!)
- ............................
- Sim, eu sou pontual, odeio fazer os outros esperarem, e que me deixem esperando. (Língua de trapo, e se o pobre se atrasa um dia! Abobada!)
-.............................
- Obrigada! Não deu pra fazer muita coisa, só um jeitinho!
- ............................
- É? Obrigada mesmo assim!
- ............................
- Vamos claro! Não precisava ter subido, me dava um toque e eu descia.
-.............................
- Falta de costume, não é comum tanta gentileza! :)
- ............................
- (E agora? Ahhhhhh!)

Alô?

- Alô?
- ..............................
- O, Oi!
- ..............................
- Ai, só um pouquinho.... (respira fundo, vai pro quarto e grita, volta correndo...)
- Oi, tudo bem contigo .....?
- ..............................
- Sim, comigo tudo! É que eu não esperava. (Agora muito melhor...)
- ..............................
- Gostei sim, claro! É claro que sim, porque não? (Ai, não devia ter dito claro, parece que tô me jogando! :) )
-...............................
- Rapidinho, ou melhor, me dá um tempo, 45 minutos. (Produção, produção...)
- ..............................
- Onde?
- .............................
- É como eu te disse, eu não esperava, mas tudo bem, tô livre hoje! Adorei a idéia, o lugar deve ser bem bom!
- .............................
- Tá bom, pra ti também ................  .
-..............................
- Força do hábito, tenho que me acostumar.
- Beijo! (ai, mandei beijo!)
-.............................




C M F C U P cstd

A cabeça dói, o mês não vira, o frio não vai embora, a calça fica mais frouxa, as unhas estão quebradiças e os pés gelados...

O cabelo caiu, a sopa esfriou, a TV queimou e o dinheiro quase acabou...

Mas se ele te olhou! Já valeu!

Sabe que eu não sei?

Não sei, mas me falaram que sim.
Não ví, mas mesmo assim me mostraram.
Não escutei, mas senti no cangote a aproximação.
Não prometi, mas sei que vou ganhar mesmo assim.

Daonde? Sabe que eu não sei!
Não sei quando, não sei onde, não sei como, não sei de nada! Só sei que sei!

Cadê?

Cadê ele?
A metade da tua laranja;
O pé torto pro teu chinelo velho;
O próximo;
O corpo;
A outra parte;
A parte contrária;
Aquele que vai ser o teu réu?!


quinta-feira, 7 de junho de 2012

O teu sorriso.

Tem duas coisas que ninguém pode te roubar nesta vida.
O teu estudo e o teu sorriso!

Por hora o teu estudo pode não estar servindo pra muita coisa, porém saiba que ninguém o apaga.

Já o teu sorriso sempre terá serventia, talvez ele se esconda por alguns momentos da vida, mas com certeza toda a vez que você iluminar o seu semblante com ele a poeira vai ficar menos densa, o nevoeiro vai te permitir enxergar um pouco mais adiante, a estrada vai ficar menos tortuosa, a chuva vai dar uma trégua pelo menos até você chegar em casa, uma núvem vai encobrir o sol forte e o DESTINO vai perceber que você ainda quer lutar, ainda tem forças pra avançar e ele vai te ajudar!

Então, SORRIA!

Deixar de viver.

Deixar de viver não é morrer;
É jogar a toalha antes de estar suado;
É chorar o gol perdido antes de chutar a bola;
É terminar o gás com o bolo no forno;
É descer antes da parada e não andar nem mesmo a pé;
É lamber só o palito do picolé;
É caminhar o tempo inteiro, e atravessar a linha de chegada sózinho, sem ninguém pra assistir;
É terminar o caderno sem ter usado as últimas folhas;
É ler a metade da piada e começar a rir sem ter vontade;
É apontar todo o lápis no momento em que se tira da caixa;
É trocar as pilhas ainda novas do controle remoto;
É abrir o chuveiro e não tomar banho, mas mesmo assim sair de toalha enrolada na cabeça;
É nunca mais sentir o frio do inverno nas bochechas e desprezar o calor do verão no alto da cabeça;
É não se alimentar mais, não matar a sede, não fazer mais xixi;
É não dar tchau.
É fechar o caixão enquanto do lado de fora;

Deixar de viver não é morrer, morrer é renovar, começar de novo, na outra série, outro grau, avançado; aprendendo, ensinando, sentindo, reagindo, usufruindo e ainda amando.

Deixar de viver é rodar, é começar tudo de novo da estaca zero, é a busca pelo entendimento, pelos motivos. É coragem, é covardia, é pergunta sem resposta, é amor, é desamor, é sentimento que não se entende e não se pode mais tentar de explicar. Deixar de viver é sofrer.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Envelhecer

OUTRO DIA, no consultório médico de um oftalmologista ELA ouviu a ligação de um velhinho pra alguém. Ele perguntava se a pessoa "do outro lado do aparelho" se animava a ir buscá-lo na clínica, pois ele tinha sofrido aplicações de colírio e estava meio "cegueta" como ele mesmo dizia.

- "Pega um táxi e vem me apanhar aqui. Tu te anima? Tô meio cegueta por causa do colírio."

Deu cerca de 10 minutos e a tal pessoal chegou, era a sua véia, tão velhinha quanto ele. ELA olhou com curiosidade...a final envelheceram juntos. Algo nada anormal, porém ela queria ver se tinham envelhecido bem ou se apenas eram dois velhos que se aturavam. Como se em dois minutos na mesma sala em que os dois, pudesse atestar toda a vida do casal, mas... sabem como ela é!

A velhinha ajudou-o a levantar, segurando-o pelo braço e foram até o elevador (E a OUTRA de butuca comprida), até que a mão da velhinho escorregou e pegou a mão dela, e os dedidnhos deles se entrelaçaram calmamente.

Báh! Envelheceram bem, pensou ELA! Que legal, queria pra mim, pensou em seguida. A final, quem casa pensa em amadurecer, em ultrapassar o tempo ao lado do escolhido, do eleito, do ainda resistente príncipe, mesmo que de reino algum!

Onde será que as coisas se perdem, onde tudo se quebra? Cada um sabe o que deu errado sim, culpa de um, de outro, de ninguém, dos dois juntos, dá mesmo pra saber, podem acreditar,  o que não funcionou e interrompeu a viagem ao longo da existência compartilhada com aquele que nem teu parente é, mas é mais próximo, mais necessário, mais bem querido que tio e tia, primo ou prima, que nos rodeiam quando pequenos e adquirem um afastamento natural quando crescemos.

Por fim, ELA pensou:

- "Pelo menos viúva eu não vou ficar!"

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Ferrolho.

Todo mundo tem ou já teve um ferrolho.

O primeiro é a barriga da mãe da gente, lá nada de mal nos acontece (em tese, tem mãe que é mais câmara de tortura do que ferrolho - digo, as fumantes, drogradas, as que se apertam toda, entre outras.)

Depois a mão forte e firme do pai, pra gente atravessar a rua, entrar no mar, pra nos segurar quando a gente tá caindo do brinquedo na pracinha.

A vó, que nos livra da surra, às vezes merecida, outras mera precipitação de quem tá cansado da gente, mas não pode admitir, pois mãe é mãe e pai é pai, como podem se cansar dos filhos?! Podem sim...

Tem também a amiga, aquela do peito, que na hora do aperto faz a gente acreditar que tá tudo bem, que não vai dar nada. Amiga que é amiga transforma a realidade. Depois a gente se dá mal de fato, mas por o tempo de uma conversa parece que tudo se ajeitou.

E tem o namorado, que às vezes se faz de ferrolho, e é o "cão" vestido de ovelhinha! A gente até cai, mas no fim aproveita.

O que seria da gente sem um ferrolho?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O homem das roupas cor de laranja.

Lá estava ele, o homem das roupas cor de laranja. Ele dividia algo cor de laranja também, mas não era a sua roupa.

Era tão simples, era um mamão!

De dentro da lotação dava pra ver, ele repartiu o mamão como quem reparte o pão de cada dia com a sua família.

Estavam aguardando a entrada no albergue. Alguns recusaram a fruta, outros aceitaram. Em questão de 1 minuto deu pra ver tudo, ele repartiu, um deles aceitou e levantou-se pra colocar as sementes e a casca que estavam na mão, na lixeira. Quanta nobreza, não se suja o chão onde se senta! Além do que estavam diante do homem "rico". O homem "rico" ofertava comida e iria passar a noite com eles.

No albergue? Um homem rico? Sim, ele era rico, tinha emprego!

Da lotação, duas senhoras olhavam o gesto, como algo extraordinário! Tão pouco... doar um pedaço de mamão, e muito, pra quem não é acostumado a doar nada.

Receber aos olhos a compaixão causa perplexidade!

A estas horas todos que viram já esqueceram. Quem recebeu e o homem do mamão não. Este estará lá, todo o final de tarde, aguardando a cama pra dormir, descansar o corpo pra no outro dia ter alimento pra dividir com os "pobres" .

terça-feira, 27 de março de 2012

A visita.

Ela foi visitar uma amiga e saiu de lá feliz. Ela ouviu tudo o que queria ouvir, tudo o que perguntou ela já sabia a resposta, mas precisava da voz da autoridade. A amiga dela é uma AUTORIDADE!

Como pode um canal tão ligado, a mulher é uma antena! Fala com os Deuses!

E como é que tudo vai acontecer?! Ah, pra isso não tem resposta. Ela só sabe que vai. O COMO não é  problema DELA!

E se alguém pegar primeiro? Não, lá não dizia nada disso. Pura dúvida, insegurança. De quem? Da pessoa mais segura do mundo? Ih, esquece... Ela acredita sim.

O mar tá muito parado, mar revolto dá mais emoção. Passa semana, anda, vamos lá!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Perolas do Henrique - a última, por enquanto...

Meu filho não conhece o Diabo. Estávamos vendo desenho, da turma da Mônica, chama-se a Caverna do Diabo. Perguntei pra ele se ele sabia quem era o tal Diabo. Ele disse que não...Então eu expliquei, e falei que assim como vampiros, bruxas, fantasmas, lobisomens não existem, o Diabo também não, são lendas, coisas da imaginação, dos livros. Apenas Deus existe e é ele quem nos cuida! Calmamente ele me respondeu. "- Eu sei mãe, essas coisas não existem, só o Lobisomen. Se uma mãe tem o sétimo filho homem, depois de seis gurias, esse sim é lobisomem!" . Ele só tem 5 anos, só me restou concordar, a final acho que ele não vai encontrar muitos irmãos caçulas de 6 meninas!!!! Amooooo meu Henrique!

Pérolas do Henrique

Henrique na véspera do feriado de finados:
- Mãe, amanhã eu VOU TER que ir no cemitério.
- Fazer o que Henrique?
- É feriado dos finados mãe, tenho que ir lá colocar umas flores, pros mortos.
- E pra quem tu vai levar flores?
... - Vou deixar na porta, se a gente entra a gente morre, né? (Essa foi a primeira...)
- Não Henrique, não morre não, pode entrar, mas pra quem tu vai entregar as flores? Tu conheceu alguém que já morreu? Que tava vivo, tu conheceu e aí morreu?
- Sim mãe, Pablo Picasso (Ele estudou Pablo Picasso na escola), ele é falecido né? vou levar as flores pra ele! É claro! (Ele sempre fala "É Claro").
- Rique, sinto te dizer, mas ele não está num cemitério aqui no Brasil, deve estar na Espanha...
- Rhummmmm... (Disse ele embravecido)

Cortei o barato do guri!

:)))

Postagens populares