O cérebro da criatura tá uma máquina de ultra-absorção!É espantoso como a gente se condiciona a aprender aquilo que é importante aprender, desprezando o que não interessa.
Ela vem de um treinamento de quase um ano. Antes, no começo, lia e relia, e talvez alguma coisa ficasse armazenada lá, no HD, que ela achava que era limitado.
Depois lia e buscava a informação, em qualquer momento do dia, olhando uma vitrine, levando a sharposa pra passear...e a informação tava lá, às vezes precisava de um pouco de esforço, mas a gavetinha se abria e botava pra fora.
O mais legal é que até pra errar é preciso ter método, errar com atenção, errar acreditando que se está acertando, tem que ter um porquê daquela alternativa ser a correta, pois assim, ao perceber o erro jamais se irá errar novamente.
Eu já disse pra ela que uma hora vai esvaziar, ou melhor, vai desinchar, vai ficar aquela noção de "já ví, sei como fazer, mas preciso pesquisar e sei onde pesquisar". O importante é que até o encontro com a "nova melhor amiga dela", as respostas à inquisidora estejam na ponta da língua, ou melhor, na ponta do lápis grafite nº 2.






