segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Os 2

Os 2 realmente são 2, são únicos, mas tem dupla personalidade;

Os dois poderiam ser cada 1, 1.

1 de cada vez, 1 só, aqui e alí. 
O 2 dele que ela mais gosta ele não é, ou ele é, e ela não gosta tanto do 1.
O 2 dela é parelho com o dele, ele puxa e ela vai, se deixa levar, e adora. 



Ela precisa...

Ela precisa de um óculos novo;
Precisa enxergar melhor ao redor!
Ela precisa arrumar a casa;
Precisa arrumar-se para sair de casa!
Ela precisa dormir e descansar;
Precisa deitar-se e sonhar!
Ela precisa arrumar o guarda-roupa;
Precisa guardar-se e não deixar-se desgastar como uma roupa!
Ela precisa passear;
Precisa fazer tudo passar!

domingo, 30 de dezembro de 2012

A caixa está vazia

Levaram o Soldadinho de Chumbo, e o coração de Maria do Meio bate de novo descompassado, parece que não vai ter fim, tanta desarmonia.

Cadê ele pra ditar o ritmo? Quando o tambor vai tocar direitinho de novo? Com hora pra rir, hora pra falar alto, hora pra silenciar, hora pra brincar,  hora pra chorar, Cada hora a seu tempo, agora tudo está muito misturado...

Ele sabe o quanto faz falta na caixa de brinquedos, e brincar agora perdeu a graça.


Minha criança, meu lindo filho Henrique, estou com muita saudade, mas sei que estás te divertindo e aproveitando as tuas merecidas férias escolares, daqui a pouco estaremos juntos novamente, eu sou tua e tu és meu pra sempre, Lembra? Eu te Amo!


sábado, 29 de dezembro de 2012

A Pressa

A pressa é um mal, ela torna banal;
A pressa não vence, convence;
A pressa erra, e te ferra;
A pressa não cura, a pressa é dura.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Aqueles braços.

Aqueles braços estão vazios, não encontraram o corpo para abraçar;
Aqueles braços estão pesados, não há sustento capaz de levantá-los para tocar;
Aqueles braços não balançam, não tem imã, não seguem a quem devem carregar;
Aqueles braços não abanam, não miram em quem devem acenar;

Aquela mente não pensa em quem deve pensar, aqueles olhos não vêem quem devem olhar, aqueles ouvidos não ouvem quem devem escutar, aquela boca não fala com quem deve beijar!

A Espera.

A espera ajuda, mas também machuca;
É necessária, é dispensável, é incansável, é angustiante, é gratificante.

É cuidado, é carinho, é sózinho, é malgrado,  é aprendizado, também é machucado;
É cruel, é  mel,  é fel;
É rancor, é pavor;
É dor, é amor.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Então, é isso aí!

Não adianta chorar, do 8 ao 80 em 24 horas!

Do pranto à risada, porque rir é melhor, é mais fácil e a gente nem fica tão feia!


Então...

 


sábado, 22 de dezembro de 2012

De uma risada de Deus...

Quando a gente é pequeno a gente aprende que Deus é bom, é pai, nos ama, e como bom pai, nos cuida e está sempre de bem com a vida. Não é bem assim não, às vezes ele se enfurece, perde a paciência, se altera, mas como bom pai, volta ao normal, e nos cuida. E quando tudo está bem, tudo corre em perfeita ordem no âmbito da criação divina, ele ri, ou melhor, ele gargalha, e no fim daquela alta e gostosa gargalhada ele solta um "Aaaaaaaaaai", como quando a gente, daqui mesmo, rí de doer a barriga, e depois, faz um "ai...ai".

E é nesse "Aaaaaaaaaai", que nascem as boas almas, as pessoas de bom coração, com Amor pra dar em triplo do que recebem, é nesse momento que os bons vem pra Terra, eles vêm de um momento de plena satisfação divina.

Abençoados somos nós que conhecemos o Amor!

Tinha uma pedra no meio caminho...

É assim, quando menos se espera, se tropeça, tem uma pedra no meio do caminho, tem uma parte da calçada solta.

Outras vezes, nem é uma pedra, é um suspiro mal dado, algo que não cai bem, é na alma, no espírito.

Na fila, estava lá... ela usava uma bandana, era branquinha, branquinha, carregava uma criança no colo, e o pai acompanhava os dois. Ela não tinha sobrancelhas, tava na cara, ela tinha um problema carnal.

Deus não dá a ninguém um problema quando não se tem competência pra resolver. Na escola não se pode exigir que uma criança de 7 anos resolva uma equação de segundo grau, assim como Deus não nos manda nada além do que podemos suportar. Há quem suporte problemas carnais, e há quem suporte problemas espirituais. Nenhum é pior ou melhor que o outro, são problemas, em busca de soluções, e nunca solucionamos um problema com a mesma desenvoltura com que nos metemos nele, tá aí o desafio.

Não me mande problemas carnais, meu Deus, eu sou fraca, sei que eu criei todos eles por que passei, mas é mais sofrido, mais demorado, eu aprendi que posso, mas me embanano toda, prefiro o sofrimento da alma.
Minha Saudade,

Esta noite o Henrique se apresentou na escola, com alegria, entusiasmo e muita empolgação. Foi inevitável não retomar o pensamento que tive a caminho da escola. Poderia ter sido você, completando a primeira série, mas Deus não quis assim.
E eu nunca me conformei, nunca te esqueci. Por tempos te deixo quietinho, mas nunca te tiro da minha lembrança.

Que teu final de ano, se aqui entre nós, tenha uma festa tão linda quanto a do Rique hoje, e que tu receba da tua mãezinha um abraço e um beijo tão cheios de afeto quanto os que o Rique recebeu. Se junto de Deus, que teu anjo te passe toda a energia da minha saudade e que te acolha nas suas asas grandes e brancas, te abraçando como eu amaria ter te abraçado, num momento tão lindo como este.

Foi muito pouco tempo, mas o suficiente pra eu te amar.
 
Sua mãe Márcia.


A Vida é uma Skol.

É a vida é uma Skol sim, e Ela não acreditava muito nisto. Acreditava que o que passou, passou, que nada voltaria, nem para sí, nem para ninguém, quem fez, um dia acertaria com Deus, e pronto. Talvez por isso guardasse tanto, dentro de si, armazenasse na memória e no coração os acontecimentos da Vida. Já que não voltam, não deixaria que fossem embora.

Entretanto, a Vida dá voltas, voltas em torno de sí, deixando que seus cabelos longos encubram seus olhos, e é aí que ela não vê, que deixa passar os nossos tropeços, durante aquelas voltas tão rápidas, tão estonteantes. Então chega a hora do acerto, nem sempre acerto explícito, muitas vezes nem se percebe, mas as contas estão se colocando em dia.

As pessoas vão e vêm nas nossas vidas, nos fazem bem, nos fazem mal. Tem horas que a gente presencia o "castigo" delas, não dá risada, mas faz um retrocesso, e se sente bem. É como dizem, "Perdoar é divino, mas mandar pro inferno é sensacional", é prazeroso, tem horas que mandar pro inferno é simplesmente TUDO!

Melhor ainda é quando a Menina se rodeia e nos traz do passado alguém inesperado, de um passado distante, de um passado recente. Parece que dos bolsos dela elas caem, os momentos, as lembranças, as presenças, bem onde estamos e nos faz pensar que tudo está bem. Não tão ruim é quando ela se aborrece, acha que não estamos sabendo brincar e afasta os brinquedos, agindo com sabedoria, enfim, acaba nos fazendo bem.

Aconteceu com Ela, ele apareceu, sumiu, apareceu de novo, e fez tão bem... Ele não é dela, nem Ela dele, mas quando estão juntos são um do outro. São momentos raros, mas intensos, são rápidos, mas eternos.

A Menina ainda brinca, não sabe onde guardá-los, se juntos, ou separados, e eles seguem a regra, enquanto puderem estar lado a lado, irão aproveitar, até que a menina decida.

Então, é Natal!

Então, é Natal, é Final de Ano.

Desde cedo, mesmo com a árvore, com os presentes, Ela dizia pra mãe que não gostava do Natal, que já tinha gostado, mas não gostava mais. A mãe dizia, que quando tivesse os seus filhos, Ela passaria a gostar.

E foi assim, por um tempo Ela aproveitou, mas agora... parece sofrido, Ela torce pra não chegar nunca, pra parar no tempo. Se Ela perguntasse de novo pra mãe, o que ela responderia?

"Quando tu tiver os teus netos tu vai voltar a gostar...", talvez a mãe respondesse assim, mas é muito tempo.

Natal, Festa de Final de Ano, tinham que ser opcionais, se a pessoa quer, ela participa, se envolve, se ela não quer, um filtro barra tudo ao redor referente a data. Mais ou menos como quem opta por não comemorar aniversário.
Não surge nada a TV te parabenizando, as decorações ficam invisíveis, presentes não "aparecem"  ao amanhecer, pra criar uma atmosfera, esta que Ela mesmo cria, preferindo estar longe. gostaria de estar longe.



 

sábado, 8 de dezembro de 2012

O SORRISO

Hoje minha mãe ganhou um sorriso novo, e um sorriso lindo por sinal! Uma fatalidade levou aquilo que ela tinha de mais brilhante, mas não tirou dela a vontade de viver, de vencer, de ir atrás da sua vaidade novamente. Não foi fácil, muito menos indolor, mas ela conseguiu! Ela nunca deixou de ser linda, pois tem beleza interior e agora está mais ainda. Esta mulher nunca esmurrou uma porta por revolta, nunca excumungou deus nem o diabo, e olha que passou por muitas. Essa é minha mãe! A Isa, a Vó Isa. Se eu chegar a 10% do que ela é, já serei uma boa pessoa, pois ela é muito mais. Tenho um imenso orgulho dela!

E vamos sorrir com a Vó Isa! :)

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