terça-feira, 30 de abril de 2013

Uma coisa.

Tem uma coisa que vem de repente, que se espera, procura, se faz por onde e costuma-se só notar que se teve quando ela vai embora. Mas aí, fica a dúvida, se tinha ou se não tinha? Se a coisa se foi talvez nunca estivesse por inteiro, talvez nunca estivesse o tempo todo, talvez nunca estivesse ao dispor.

Poemas, músicas, livros, filmes, novelas, quadros falam sobre a coisa. Ela provoca inveja. Tem quem não suporte vê-la com outra pessoa, sem perceber que ela pode estar com todo mundo ao mesmo tempo.

Ela provoca realização, tem quem não precise de mais nada, só dela!

Ela pode vir "de graça", ela pode vir da superação. Tem quem nasça com ela e nunca a perca, tem quem a conquiste dia após dia, e por vezes ela ainda escape por entre os dedos.

Ela é tão simples, está nas pequenas coisas, e não deixa de estar nas grandiosas. Numa conversa rápida, num favor, num olhar, numa risada, numa solução, numa ajuda. Lá está ela!

Ela não precisa de nome, não é necessário dizer quem ela é, cada um deve saber por onde procurar a sua coisa, isso se já não souber onde ela está. Ela é o que você quiser, o importante é que ela lhe faça

F E L I Z !

Márcia H. O. Pinto

domingo, 28 de abril de 2013

Voltas.

Não são voltas, a Vida não dá voltas, se desse estaríamos sempre voltando ao mesmo lugar, e este não é o nosso propósito. A guria é esperta, ir e vir cansa, e ela sabe disto.

Ela faz caminhos diferentes a cada ida, e às vezes, vinda. Não, não é sempre que ela volta, voltar é retroceder, mas volta quem precisa, volta quem não enxerga à frente, volta quem perdeu alguma coisa lá atrás. Aí, a guriazinha dá um daqueles vôos, daqueles em que ela te prende nas tranças e te leva de volta, fazer o quê?

Nada acontece de novo, nada acontece duas vezes, nem pensar algo acontecer três vezes, pois os momentos são outros, as pessoas estão diferentes.

E quando a gente pensa então, que nunca mais, porque a gente não quer voltar, aí o que acontece? Ela mostra quem manda, e tudo de novo! Mas daquele jeitinho, outra pessoa, outro momento. Não que eu não acreditasse, pois se não acreditasse, teria ficado lá, lá atrás, paradinha. E eu não fiquei!

Num desses vôos que parecem desnorteados eu me agarrei na roupa branca dela, com toda a força que eu tinha, e voei, voei muito alto, teve uma vez que eu caí, e levantar foi bem difícil, só que tem um monte de gente agarradinho nela, e alguns nem sabem o quanto se apegam nela, e eu ví que assim como eu, outros caíram, e ela voltou pra buscar. Ela me buscou!

Cheguei!


Agora eu tenho que esperar ela ter aquela boa conversa com ele. Ele quem? O tempo! Nunca falei dele? Erro terrível! O tempo é o melhor amigo dela, ela tem ele na palma das mãos, e é ele quem vai me entregar "aquilo" que eu nunca deixei de acreditar e só os dois juntos poderiam me mostrar novamente. 





domingo, 21 de abril de 2013

O monte.

O monte era muito alto. Subir sózinha...causava muito, muito medo. Lá embaixo parecia seguro, lá embaixo era conhecido, cada ruazinha, casa casinha, cada árvore, cada animal. Nem tudo era bonito, nem tudo era novo, nem tudo tinha serventia, mas estavam alí, há bastante tempo.

Subir era necessário, havia um aviso de enchente, era ficar e morrer, ou subir e tentar salvar-se, e ela pediu a ajuda dele. Não se sentia capaz de enfrentar a íngreme caminhada. A dois seria mais fácil, um puxa o outro, um estimula o outro, um Ajuda o outro. Ele não quis ajudar. Ele tinha outro caminho, plano, mais demorado, mas era só esse que ele suportaria. Ele teria a mesma paisagem, ele teria as mesmas casinhas, animais, plantas, logo ali, um pouco mais longe, até onde a água do rio não se espalharia mais. Ele não teria o diferente, o novo, o melhor, e até o não tão bom, mas a surpresa!

Subir, ficar, ou só se afastar e mais tarde a enchente mais forte alcançar?

Ela subiu, devagarinho, e passo a passo as mãos dos que já estavam lá em cima, dos que já atravessaram o monte se estenderam pra ela, tantos desceram pra ir buscá-la, tantas mãos dadas fizeram uma corda humana, e ela chegou lá no alto, e não olhou mais pra trás.

Aquele lugarzinho, lá embaixo. ainda existe, mas cheio de máculas, muita coisa destruída, algumas em reconstrução, mas em um ritmo tão lento que talvez nunca se recuperem.

Dele, nunca mais se soube, assim como muita coisa que desapareceu.

Ela salvou-se! Salvaram-na! O pior não era o monte, era ficar onde estava.  O melhor também não foi o monte, foi descê-lo para o outro lado, que é o aqui, o agora!

Uma existência é feita de momentos e de escolhas, nem sempre se escolhe o melhor no momento certo, e nem sempre se escolhe certo no melhor momento. Às vezes, coincide, e alguns não chamarão de coincidência e sim de inteligência, capacidade de reação, ousadia, tantos e tantos nomes pode se dar pra
isso, o fato é que deu certo, e Ela anda por aí em meio as suas

Entrelinhas, Sentimentos, Histórias, Verdades e Saudades.






O caminho.



No dia em que eu cruzei o rio, ele não estava tão cheio quanto está agora.
No dia em que eu andei pela grama, ela estava aparada. Agora ela não está.
No dia em que atravessei a ponte, faltavam tábuas. Estas já foram repostas.
No dia em que corri na calçada havia chovido, estava escorregadia. Hoje faz sol.
No dia em que subi as escadas, muitos tentavam descer, poucos subiam comigo. Neste momento, muitos sobem.

E eu passei por todo esse caminho, e o que meus pés sentiram os seus sentirão diferente, mesmo que sob as mesmas adversidades ou aventuranças.

Então, não se espelhe em mim, não siga meu caminho, meu caminho foi só meu, o seu você descobrirá. 

Seguir meus passos não vai te levar ao meu destino.


Que a sua estrada seja longa, pois a paisagem é bela! Saiba aproveitar!

Márcia H. O. P.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

1974

1 ano resume uma vida, quando se chega a conclusão de que se aprendeu mais no último ano do que em toda a sua existência. 

O passado é relativo aos olhos de quem sente. O futuro, fruto de um planejamento e de várias experiências. O presente é a única certeza.

Márcia H. O. Pinto

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Até amanhã...

Enquanto o corpo estiver cansado e os olhos ainda quiserem se fechar, imaginando a bela manhã que nascerá, seja chuvosa, seja de sol, estarei VIVA, e FELIZ, porque não há como imaginar o não amanhecer, o não descansar, o não ACORDAR com um SORRISO puro e feliz ao lado, com um ABRAÇO forte e acolhedor em breve.


Boa noite, pois o dia já valeu muito a pena.

Márcia H. O. Pinto

domingo, 14 de abril de 2013

Boa noite!

A porta está fechada, as janelas fecham-se aos poucos. Mais um dia conclui-se, com mais pensamentos ativando a realidade e a aproximando-nos daquilo que mais queremos. 

A noite já é certa, o amanhã, ninguém sabe. 

Sabe-se apenas da vontade de estar aqui, de aproveitar o grandioso presente que é o destino, a graça que é viver o hoje e a sabedoria de ter conquistado um passado.

sábado, 13 de abril de 2013

Ele é quem era dela.

Ele nasceu e ela já estava aqui, há longos 4 anos. Ela esperou a vinda dele, todos os dias conversavam sobre ele, ela e a mamãe, na hora do café da manhã. Ela acompanhou a barriga crescer e aguardou com ansiedade que ele chegasse. Sim, mesmo sendo um animalzinho, ela aguardou a vinda dele. Enquanto a mãe estava na maternidade, ela ficou em casa esperando e recebia as visitas da vó e do pai humanos dela, e pelos relatos da época, sempre escapava um pouco de urina, o que demonstra a alegria, a ansiedade de um cachorro.

Chegou o dia e o pequeno ser humano que pertenceria a ela, a linda, negra, enrrugada, Shar-pei Pérola Negra chegou no colo da mãe, e ela de forma surpreendente a todos não pulou, mostrou-se alegre com o bebê, mas não pulou no colo da mãe, poderia machucar o bebê. E é bem verdade que ela deu um gelo na mãe sim, talvez ela penssasse:
" - Pra me trazer um presente precisava ter sumido por três dias?".

E assim passaram-se mais outros 7 anos...O menino cresceu com saúde, alegria e desfrutando da companhia dela. Aquela que era a Pérola, virou a Pilê, a nossa Pilê. Nem tudo foram flores na relação deles, ela inúmeras vezes destruiu desenhos, sucatas dele, pois ficava em casa enquanto todos saíam. Tudo muito normal, quem se gosta briga. Porém ela nunca desrespeitou ele, nunca mostrou um sequer dos dentinhos brancos, alvos, e pontudos!

O último ano pra ela foi um presente. Teve sol à vontade, teve vento em abundância, teve enfim pátio. Há coisa melhor pra um cachorro?!

Só que ela se foi, sem praticamente avisar, ela se foi porque Deus a chamou pra viver com ele. Ela foi tão importante pra o menino quanto o menino pra ela. Ela partiu e ele ficou como quem fica sem o seu dono. 

Ele é quem era dela!

Ele chorou, ele perdeu o norte, ele não acreditava naquilo que ele já dizia para as pessoas, que ela estava velhinha, estava doentinha. A tristeza dele só amenizou ao saber como ela foi recebida no céu!

O céu, um imenso pátio, cheio de animais saudáveis, amados e cuidados. E lá, nosso grande PAI, chamando por ela:
 "- Ti ti ti ti ti... vem guria, corre!"
E ela correndo, aquela pelancaria toda balançando.... E ELE dizendo, vem, vem com o PAI!!!!
"- Como é mesmo que o menino dela chama ela?" ...."Hahahaha... Pilê! Vem Pilê!", dizia ELE, pois é bobagem pensar que ele lembra o nome de todo mundo, é muita gente!

E ela chegou muito rápido, e está bem, pois cumpriu mais uma etapa evolutiva.

Lá no céu ela já tem a bolinha de tênis e a boneca de panos que a Vó Isa um dia presenteou ela. 

Aqui ainda tem dor, ainda tem tristeza, parece mentira que ela viajou! O tempo vai passar e só sobrarão lembranças.

Pérola Negra, leva contigo o nosso Amor. Márcia e Henrique.




quarta-feira, 10 de abril de 2013

A Certeza

A CERTEZA .

A CERTEZA é uma verdade convencida.

A CERTEZA é chata, é inconveniente, é inoportuna, pois está com você mesmo que você não queira, mesmo que a mande embora.

A CERTEZA também é cúmplice, é parceira, é companheira. Ela te dá força pra dar mais um passo, pra dormir acreditando que ela vai se mostrar, que ela vai aparecer. E você finalmente vai poder dizer:

*** *** EU ESTAVA CERTO! *** ***

Márcia H. O. Pinto

Lição de hoje.

Lição de hoje: O lance é praticar a lei maior, que é a Lei do Amor. É a maior e a mais difícil.
Como é que se faz isso direitinho? Alguém me conta...
Sendo bom, tudo vem. A primeira parte éque é a questão! 

Ainda há muito a aprender, o curso é longo, dá pra se dizer que dura uma vida.

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