segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Rebelião

Rebelaram-se, simplesmente rebelaram-se!

Depois de tanta saudade, ela voltou e foi embora, sem maiores explicações, deixando a todas decepcionadas, desde aquela noite.

Tudo bem que elas viveram um momento único. Quem não queria ter tido a chance de estar com alguém que nunca mais voltaria, mesmo que por somente algumas horas? Pense naquela pessoa inesquecível, naquele carinho que você nunca mais recebeu, naquela risada que nunca mais ouviu, no abraço apertado que nunca mais sentiu, porque simplesmente a Vida quis assim! E se essa pessoa pudesse voltar?!

- Motivo suficiente para a rebelião! Dizia Maria Caçula.

- Quem aquela guria pensa que é? Aqui é uma terra sem lei mesmo.Como é que nunca se pôde voltar  e agora pode!? E não se pode ficar? É uma falsa, se veste de preto e vai lá buscar os outros, anda com aquele troço na mão, se achando, só pra não ser reconhecida, só pra que não tenham medo dela, mas a gente bem sabe que as duas são uma só, muda de nome e manda pra reciclagem, falsa, mentirosa!!! (Quem conhece sabe bem como a Caçula é...)

- Calma Maria Caçula, não faz assim, não vamos brigar, a essa altura da Vida não vale a pena. Dizia Maria Mãe, pacatamente, do tipo tudo serve, tudo está bom.

- Calma nada! Vamos queimar o colchão!

- É isso aí! Dizia Maria Mais Velha, vamos nos rebelar, mas sem fogo!. (são feijão da mesma panela, a diferença é que a primeira perde a sensatez...)

E aí o bicho pegou! Maria Neta apavorada se escondeu por trás de Maria Mais Velha, pensando que não queria ir pra reciclagem tão cedo, chorando muito.... Maria do Meio tentava recuperar o controle da situação, tentava colocar ordem, pensar rápido, achar uma saída, pois bem sabe que a Vida não perdoa, e ela tinha saído pra fazer a limpa lá fora e teria que limpar a casa também, o saquinho seria desfeito.

Foi então que, impulsivamente, Maria Caçula queimou o colchão...

E agora? A caixa de brinquedos seria atingida, o saquinho estava lá perto! E os outros? Ela não pensou nos outros....

Tudo posto fora! O castigo viria à cavalo! Quem não sabe brincar cai fora da brincadeira, este sempre foi o lema. Estavam em maus lençóis, todas as cinco, uma por uma pagariam o preço da rebelião, pois se brincam juntas, assumem os erros umas das outras juntas. Ganharam um presente que não souberam aproveitar, não tiveram paciência pra esperar.

E a menina chegou, ainda de roupa preta, sombrancelhas juntas, séria e altiva. 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Naquela noite...


Naquela noite, noite em que se reencontraram, elas choraram, choraram muito, mas de alegria, alegria e tristeza, porque a vó, novamente foi embora. Por que ela ficaria? Por elas... Seria motivo suficiente, mas a Vida não pensa assim, e ela precisa de negociação. O segredo é negociar! Ô menininha difícil!

Elas relembraram com a velhinha cada dia que ainda permanecia claro nas suas memórias. Maria Neta olhava quietinha, admirando as histórias, e se dizendo mentalmente: "Também tenho histórias com a minha vózinha!"

Lembraram dos domingos em que ficavam na casa dela e no final de tarde viam o Show de Calouros. A vó sempre sabia quando o calouro seria reprovado. E elas ficavam intrigadas. Como ela sempre acertava? Até o dia em que ela contou, que ela cuidava a cara da Aracy de Almeida.

Lembraram-se quando simularam aquela fumaça de palco no quarto, pra dançar como chacretes, gastando um tubo inteiro de talco. Naquele dia o bicho ia pegar, na chegada dos pais delas, mas como sempre a boa vó deu seu jeitinho.

Lembraram-se do cafézinho preto que só ela deixava as crianças tomarem, a final, era uma vez na vida outra na morte. Palavra esta que agora elas descobriram que não existe, pura invenção de quem não conhece bem a Vida!

Lembraram-se da Clara, a cocotinha que escapou da gaiola logo após a viagem da vó, deixando a todos muito saudosos e entristecidos.

Lembraram-se do Lourdes, o chambre que a vó apelidara de Lourdes, em homenagem a uma vizinha sua que ganhou um e por anos a fio usou-o diariamente, inverno e verão, a coitadinha não deveria ser certa da cabeça.

Lembraram-se da história do Samba Lelê! E de quando elas de noite olhavam pro céu na companhia da vó tentando enxergá-lo!

E as viagens, cada viagem que a vó fez com elas. Era uma festa! Maria do Meio se agarrava nela e não soltava mais, gostava de andar de mão. Parece que dá pra sentir.


E naquela noite ela quis conhecer o Soldadinho de Chumbo e o Pingo de Ouro, dizendo: "São legítimos Oliveiras, serão homens de bem!" Coisa antiga, homens de bem! Mas era isso mesmo que ela queria dizer.

Até que ela teve que ir embora, sem explicação.

Será que ela voltará?

O homem que amava as gaivotas.

A estória abaixo foi retirada do livro 'O Homem que Amava as Gaivotas', e nos faz refletir um pouco sobre o objetivo dos obstáculos que por vezes encontramos em nosso caminho....

 "Era uma vez um fazendeiro que após uma colheita ruim reclamou: 'Se Deus me desse o controle do clima tudo seria melhor, pois parece que ele não entende muito de agricultura.'
Então o Senhor disse a ele: 'Durante um ano eu lhe darei o controle do clima: peça o que você quiser e seu desejo será concedido.

O pobre homem ficou muito feliz e imediatamente disse: 'Agora eu quero sol!', e o sol saiu. Mais tarde ele disse: 'Que chova', e choveu. Durante um ano inteiro, o sol brilhava e depois chovia. As sementes cresciam, cresciam... era um prazer observar aquilo! 'Agora Deus pode entender como se controla o clima', ele pensou com orgulho.
A plantação nunca antes havia crescido tanto, ficado tão verde, e de um verde tão saudável. Chegou a hora de colher. O fazendeiro pegou a foice para cortar o trigo mas sentiu um aperto no coração. Os caules estavam praticamente ocos.
O Senhor veio e lhe perguntou: 'Como estão as suas plantas?'
O homem se queixou: 'Pobres, meu Senhor, muito pobres!' 'Mas você não controlou o clima? As coisas não saíram  como você queria?' 'Claro! E é por isso que  estou perplexo - recebi a chuva e o sol que pedi, mas não há o que colher.'
Então o Senhor disse: 'Mas você nunca pediu vento, tempestades, gelo e neve, tudo o que purifica o ar e torna as raízes duras e resistentes! Você pediu chuva e sol, mas não pediu mau tempo. É por isso que não há o que colher."

                                                                                                                                                                 (Do livro "O Homem que Amava as Gaivotas", Osho)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sem moderação.

A Vida é uma menina linda! Ela é radiante, estontiante de tão bela! Tem o perfume que você quiser que ela tenha. Ela gosta de ser cortejada e adorada. Se você não gostar dela, assim como qualquer criança, ela não gostará de você, não admite rejeição. Ela é generosa, mas também é geniosa.
 
Ela é sua, mas você também é dela.

Ela se reparte pra você, mas você também precisa se doar a ela, senão ela pode parecer chata, ingrata, sem graça, malvada e bandida. Ela não é nada disso, ela é explêndida, bondosa, sábia e acolhedora.

Ela não é má, só que às vezes ela não lhe dá o que você quer, porque você não fez por merecer. Ela espera que você ande ao lado dela, e não atrás.

Ela adora brincar, pode lhe pregar peças inesquecíveis e aparentemente sem explicação, mas pra ela tudo faz sentido.

Todos os seus brinquedos brincam juntos, quem não sabe brincar, sai da brincadeira.

Não é preciso procurar por ela, ela está sempre ao seu redor, mesmo que passe desapercebida, pode contar que ela estará lá.

Às vezes ela se entristece, e parece que esta tristeza não vai passar nunca, mas ela é ainda muito jovem, tem tempo de sobra, e o tempo passa e ela retoma a sua alegria novamente, mas pra isto acontecer ela precisa de ajuda. Ela não é auto-suficiente.  Ela, como qualquer um precisa dos outros... é uma troca. Ela precisa de você e você precisa dela!

Ela é muitas vezes desvalorizada, não é aproveitada como deveria, não é lembrada todos os dias. Como podem se esquecer de algo que é imprescindível? Pois é, mas ela pode passar batida, mesmo com tanta beleza e exuberância.

Dê-se conta de como é bom viver, e viva plenamente tudo o que você conseguiu conquistar da vida, se você conquistou foi merecido.

Então, Viva sem Moderação!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Dia Seguinte

O dia seguinte é o dia mais importante da sua vida, é no dia seguinte que sabemos se o dia de ontem valeu a pena!
Amanhã quando acordar, pense se o hoje valeu a pena e apaixone-se, porque em 24 horas você vai entrar no dia mais importante da sua vida.
O dia seguinte!


domingo, 8 de maio de 2011

Depois de tanta saudade...

    O saquinho de pano das 5 Marias precisava se movimentar, estava muito parado e já empoeirando...
    Maria pra cá, outra Maria pra lá, o tempo passando e elas cada vez mais ansiosas, esperando movimentação.

    Porém, nem sempre as coisas são como se quer. Terremotos, tsunamis, crianças machucadas, tornados, acidentes de trânsito. A Vida andava ocupada, há muito a ser feito, e essa menininha que parece incansável, mas não é, precisava "trabalhar" e também descansar. Brincar... só quando tudo corre bem. Só cabia às Marias esperar ou então... agir, loquear, pirar na batatinha!

    Combinaram em segredo: -"Vamos lá, de noitinha, quando a menina voltar a dormir. Sabemos que ela dorme com um olho só, então é só não fazer muito barulho. Maria Neta, pode rir, mas rí baixinho, não fica louca!"

    E assim foi...uma por uma saíram do saquinho de pano e começaram a pular. Pulavam sózinhas, pulavam juntas, davam cambalhotas, riam até rolar, se batiam umas nas outras e se ajudavam a pular cada vez mais alto. Até que o tempo passou e tiveram que voltar.

    Chegando de volta, viram o saquinho em posição diferente da que tinham deixado.
    -" E agora?"  Disse Maria Mãe.
    - "A menina vai se aborrecer, ela é geniosa, vai achar que mexeram nas coisas dela!"
    - "Entrem logo." Disse Maria do Meio.
    - "Já está feito, se ela ficar braba azar é dela, precisamos dela, mas ela também precisa da gente."
    E entraram receiosas. Só que não couberam todas as Marias de forma espaçosa como antes, o saquinho estava ocupado por uma sexta Maria, mais velhinha, meio descosturada e desbotadinha que parecia ter sido feita há muito tempo. Mas por quem? Quem era ela? E como assim, entrar no saquinho de panos costurado pela Vó Dita com a cara e com a coragem...

    - "Quanta audácia!" Exclamou Maria Caçula, enquanto Maria Neta olhava com os olhinhos arregalados!

    Aquela Maria velhinha olhava de um modo tão terno e trazia no semblante carinho e saudade, parecia que já as conhecia, parecia que nunca estivera estado longe.

    No silêncio do amanhecer um tum tum ficava cada vez mais alto e mais rápido, e os olhos das Marias voltaram-se para Maria Mãe, o barulhinho vinha dela, seu coraçãozinho marchava, ela parecia não acreditar no que estava acontecendo, era o tão desejado reencontro. Ela estava lá! Como que por um milagre a Vó Dita estava lá, agora ela era uma delas, a Vó que as criou, agora estava novamente junto a elas!

    Surpresa da Vida? De volta à Vida!

    Ela se aproximou e uma a uma as abraçou, como as abraçara há muitos e muitos anos, deixando nos seus corpinhos o seu perfume, o seu inesquecível perfume, e o seu tocar, tão delicado quanto um sopro de humanidade!

    Ela dizia com um sorriso estampado. "Fala couro de gato, fala meu tamborim! Eu vim brincar, eu também quero participar, mas agora com vocês sabendo que eu estou por aqui, pois:"

    "- Lembra-te Maria Mãe, quando passastes o momento mais difícil da tua vida, quando aquilo pelo qual lutavas acabou sem ao menos um Adeus? Eu estava lá para te ajudar a fechar a porta à noite, pois eu sabia que a tua vida mudaria definitivamente, pois ele jamais voltaria.

    - Lembra-te Maria Mais Velha, quando fostes em busca da tua felicidade, com aperto no coração por deixares tua mãe, mesmo sabendo que estariam unidas para sempre? Eu estava lá, segurando tua mão no embarque para que fosses sem tristeza e com muita esperança.

    - Lembra-te Maria do Meio, quando teu Soldadinho de Chumbo precisou de cuidados? Eu estava ao teu lado, te emanando energia e orando para que te mantivesses tranqüila, pois eu sabia que tudo não passaria de um momento difícil e todos poderiam comemorar a chegada do teu filho.

    - Lembra-te Maria Caçula, quando necessitastes de assistência médica? Eu estava lá, durante todos os dias em que passastes fora de casa, rezando por ti e te cuidando, para que voltasses forte, pois eu sabia que ainda terias muita vida pela frente.

    - Lembra-te Maria Neta, de cada lágrima que derramastes por não entender os rumos que a vida tomava? Eu estava lá, contigo no colo, secando tuas lágriminhas e te acalmando, pois eu sabia que um dia tu entenderias as razões da Vida.

    - E assim, mesmo depois da viagem, eu estive com vocês em cada Natal, cada Ano Novo, cada Formatura, cada Aniversário, cada almoço de Sexta-Feira Santa, em cada dia em que unidas ou separadas vocês riram ou choraram, pois vocês vieram de mim, e são parte de mim.

    E agora eu estou aqui pra brincar com vocês no jogo que eu costurei!"

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    Como eu gostaria de poder transformar este texto em realidade.

    sábado, 7 de maio de 2011

    Feliz Dia das Mães!

    Tem quem diga que Dia das Mães é todos os dias!

    Bobagem, frase pronta de quem não tem o que dizer...

    Todos os dias são dias de ser mãe, dias de cuidar, de educar, de respeitar, de ensinar, de proteger, de alimentar, de limpar, de controlar, de conversar, de abraçar e beijar os nossos filhos como se fosse a primeira vez em que os pegamos no colo!

    Porém, o Dia das Mães é um só, é simplesmente o dia em que nos lembramos do quanto é bom ser mãe, é o dia em que nossos filhos se lembram do quanto é bom nos terem como mãe, é o dia de comemorar!

    Especialmente pra minha!!! Que é a grande mãe da Márcia, da Isabel e da Kelly.
    E também...


    Pra Bela, que é a mãe da Bellinha e do Paulinho.
    Pra Kelly, que acha que é a mãe da Rebecca, mas na verdade é a mãe que qualquer bichinho queria ter.
    Pra Cida, que é a mãe do Toninho e é a mãe do coração da Maya.
    Pra Tia Julinha, que é a mãe do Ayrinho.
    Pra Tia Marilei, que é a mãe da Fernanda, do Zinho e da Renatinha.
    Pra Renatinha, que é a mãe da Sophia.
    Pra Regina, que é a mãe do André e da Daniela.
    Pra Tia Rosinha, que é a mãe da Adriana e do Marcelo.
    Pra Tia Lúcia, que é a mãe do Gabriel, do Mathias e do Pedro.
    Pra Dinda Heloísa, que é a mãe do Guilherme, do Gustavo e do Eduardo.
    Pra Elis, que é a mãe do Rafinha e da Natália.
    Pra Mirela, que é a mãe da Giuliana.
    Pra , que é a mãe do Arthur e do Guilherme.
    Pra Vivian, que é a mãe do Pietro e do Enrico.
    Pra Luciane, que é a mãe do Gabriel.
    Pra Jaque, que é a mãe do Pedro Henrique.
    Pra Simone, que é a mãe da Júlia e da Nicole.
    Pra Silvana, que é a mãe do Guilherme.
    Pra Tia Silvia, que e a mãe do Carlos Eduardo e da Maninha.
    Pra Fernanda, que é a mãe da Carol e do Gabriel.
    Pra Lisiane, que é a mãe do Pedro e do Gabriel.
    Pra Isabel, que é a mãe do Rafinha.
    Pra Daiane, que é a mãe do Arthur.
    Pra Roberta, que é a mãe da Isabella e do Antônio.
    Pra Sheila, que é a mãe do Raphael e do Nicolas.
    Pra Rejane, que é a mãe do Gabriel.
    Pra Maria, que é a mãe do Lucas e da Marina.
    Pra Tia Alzira, que é a mãe da Luciane e da Mariane.
    Pra Maria Cláudia, que é a mãe da Carol.
    Pra Claudinha, que é mãe do Nicolas.
    Pra Flávia, que é a mãe do Fernando.
    Pra Letícia, que é a mãe da Francielle.
    Pra Tia Antônia, que é a mãe do Luis Henrique, da Michelinha e do João Ricardo 
    Pra Profe Mari, que é a mãe da Luisa.
    Pra Profe Aninha, que é a mãe da Bianca.
    Pra Rita, que é a mãe da Bia, do Eduardo e do Bernardo.
    Pra Cleani, que é a mãe do Dado.
    Pra Maria, que é a mãe do Lucas e da Marina.

    E pra minha linda vózinha, em qualquer nuvenzinha do céu que ela esteja, que esteja feliz pelo seu dia. Ela foi uma super mãe!





    terça-feira, 3 de maio de 2011

    Uma frase...

    Tem gente que te "ganha" pra vida inteira por uma frase bem dita, bem colocada.

    Não estou falando de homens, estes são especialistas, mas nem sempre verdadeiros, estou falando de pessoas em geral. (Tudo bem, as mulheres quando querem também se superam...)

    Ela passava por um momento difícil, o que aconteceu com ela acontece com muitas mulheres, mas ela não esperava, nenhuma espera. Ela não foi ao aniversário de uma amiga, era tudo muito recente. Voltando da licença de saúde ela escreveu e explicou o ocorrido, desculpou-se, já sabendo que a amiga entenderia.
    O que ela recebeu de volta? Simplesmente a frase que a ganhou pra sempre.

    "Me chama, me avisa quando é a tua consulta, eu te levo, se precisar eu fico aí contigo."

    Foram mais ou menos estas as palavras dela.

    Nem eram tão amigas assim, se queriam bem, mas não eram "melhores amigas", se é que isto existe mesmo.

    Claro que a amiga dela sabia que ela tinha a quem recorrer, tinha muita gente muito mais próxima que a ajudaria, mas ela se colocou à disposição, como se ela fosse sózinha no mundo. A boa amiga não pressupôs nada, apenas agiu conforme o seu coração e a sua bondade, que diga-se de passagem é muito aparente.

    Ela então leu e só o que sentiu foi gratidão, uma imensa gratidão, agradecimento por uma amizade que ela não esperava que tinha, depois de todo o vendaval foi uma das vezes em que por um espaço de tempo se sentiu bem de novo. Essa amiga "ganhou" ela pra sempre, é uma pessoa por quem ela torce, por quem ela reza, com quem ela se preocupa, e por quem tem uma enorme estima, elas têm uma amizade verdadeira.

    Um grande beijo minha AMIGA Elis!

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