quinta-feira, 21 de junho de 2012

O que ele diria?

Se ela pudesse, lá do alto, ao lado do homem mais poderoso de todo o mundo, idolatrado em todas as religiões do bem, o homem mais conhecido em toda a história da humanidade, ela perguntaria pra ele o que será de mim.

Com aquele jeitinho doce, aquela voz fininha, ela diria:

- Como vai ser? Ela vai gostar? Ela quer tanto, e merece tanto! Vem cá, me conta! (Com ele dá pra ser informal, ele adora a intimidade de pai e filho).

Ele diria:
- Nem te conto, o que eu guardei pra ela! (Baixinho, com uma voz também fraquinha, a final, não são só milênios de existência, é uma vida inteira infinita, não tem como quantificar a idade).

E ela diria:

- Então, começa, abre o jogo! hehehe! "Fala couro de gato, fala meu tamborim!"

E ele diria novamente:

- Nem te conto!

Como se costuma dizer, só Deus sabe! E ele não conta!


Ela, de novo!

Pois é, a menina tá pregando peças de novo, ou melhor, escondendo as peças!

Ela adora uma brincadeira e a que mais gosta é a de esconder! Esconde o destino, esconde o futuro e faz com que as Marias corram atrás, umas tentando ajudar as outras a achar as peças do quebra-cabeças que a Vida escondeu!

Uma quer dinheiro, a outra companhia, a outra paz, a outra trabalho e a outra muita diversão (é a mais novinha, a nossa Maria Neta). Que guriazinha geniosa, por que não deixa tudo montadinho, ninguém vai mexer. Não... ela quer correria! Acha-se uma peça, e ela esconde outra! Intolerável! Porém, amável...

Ela esconde tão bem, que você não enxerga o que está simplesmente debaixo do seu nariz. O companheiro está lá, já viu Maria do Meio, só que .... Ai!

Maria Mãe, procura calmamente recuperar a sua paz, o seu bem-estar, sempre resignada, aceitando os gracejos da menina, como algo natural, nunca se irritou com ela, nunca mandou parar, quer sempre ir além, em frente e aproveitar o que a menina oferece, sendo de melhor ou nem tanto de melhor.

Maria Mais Velha se acomodou! Tudo bem, as peças dela estão bem encaixadas, então ela ajuda as outras, dá uns pitacos, opina, sugere...algo meio... " tô por aí, me chama!"

Maria Caçula, anda, não sai do lugar, anda de novo, dá um passo, tenta se firmar, parece que está conseguindo. A peça dela é grande, não deu pra esconder muito bem, quando ela realmente quis, ela encontrou.

Maria Neta, curte! Só curte e compartilha! É criança como a menina, se dão bem!

Mexa-se saquinho de pano! Foi pra isso que a te costurou, mexa-se!


terça-feira, 19 de junho de 2012

E agora?

- Oi! (Agora não dá pra gritar, mantenha a calma!)
- ............................
- Sim, eu sou pontual, odeio fazer os outros esperarem, e que me deixem esperando. (Língua de trapo, e se o pobre se atrasa um dia! Abobada!)
-.............................
- Obrigada! Não deu pra fazer muita coisa, só um jeitinho!
- ............................
- É? Obrigada mesmo assim!
- ............................
- Vamos claro! Não precisava ter subido, me dava um toque e eu descia.
-.............................
- Falta de costume, não é comum tanta gentileza! :)
- ............................
- (E agora? Ahhhhhh!)

Alô?

- Alô?
- ..............................
- O, Oi!
- ..............................
- Ai, só um pouquinho.... (respira fundo, vai pro quarto e grita, volta correndo...)
- Oi, tudo bem contigo .....?
- ..............................
- Sim, comigo tudo! É que eu não esperava. (Agora muito melhor...)
- ..............................
- Gostei sim, claro! É claro que sim, porque não? (Ai, não devia ter dito claro, parece que tô me jogando! :) )
-...............................
- Rapidinho, ou melhor, me dá um tempo, 45 minutos. (Produção, produção...)
- ..............................
- Onde?
- .............................
- É como eu te disse, eu não esperava, mas tudo bem, tô livre hoje! Adorei a idéia, o lugar deve ser bem bom!
- .............................
- Tá bom, pra ti também ................  .
-..............................
- Força do hábito, tenho que me acostumar.
- Beijo! (ai, mandei beijo!)
-.............................




C M F C U P cstd

A cabeça dói, o mês não vira, o frio não vai embora, a calça fica mais frouxa, as unhas estão quebradiças e os pés gelados...

O cabelo caiu, a sopa esfriou, a TV queimou e o dinheiro quase acabou...

Mas se ele te olhou! Já valeu!

Sabe que eu não sei?

Não sei, mas me falaram que sim.
Não ví, mas mesmo assim me mostraram.
Não escutei, mas senti no cangote a aproximação.
Não prometi, mas sei que vou ganhar mesmo assim.

Daonde? Sabe que eu não sei!
Não sei quando, não sei onde, não sei como, não sei de nada! Só sei que sei!

Cadê?

Cadê ele?
A metade da tua laranja;
O pé torto pro teu chinelo velho;
O próximo;
O corpo;
A outra parte;
A parte contrária;
Aquele que vai ser o teu réu?!


quinta-feira, 7 de junho de 2012

O teu sorriso.

Tem duas coisas que ninguém pode te roubar nesta vida.
O teu estudo e o teu sorriso!

Por hora o teu estudo pode não estar servindo pra muita coisa, porém saiba que ninguém o apaga.

Já o teu sorriso sempre terá serventia, talvez ele se esconda por alguns momentos da vida, mas com certeza toda a vez que você iluminar o seu semblante com ele a poeira vai ficar menos densa, o nevoeiro vai te permitir enxergar um pouco mais adiante, a estrada vai ficar menos tortuosa, a chuva vai dar uma trégua pelo menos até você chegar em casa, uma núvem vai encobrir o sol forte e o DESTINO vai perceber que você ainda quer lutar, ainda tem forças pra avançar e ele vai te ajudar!

Então, SORRIA!

Deixar de viver.

Deixar de viver não é morrer;
É jogar a toalha antes de estar suado;
É chorar o gol perdido antes de chutar a bola;
É terminar o gás com o bolo no forno;
É descer antes da parada e não andar nem mesmo a pé;
É lamber só o palito do picolé;
É caminhar o tempo inteiro, e atravessar a linha de chegada sózinho, sem ninguém pra assistir;
É terminar o caderno sem ter usado as últimas folhas;
É ler a metade da piada e começar a rir sem ter vontade;
É apontar todo o lápis no momento em que se tira da caixa;
É trocar as pilhas ainda novas do controle remoto;
É abrir o chuveiro e não tomar banho, mas mesmo assim sair de toalha enrolada na cabeça;
É nunca mais sentir o frio do inverno nas bochechas e desprezar o calor do verão no alto da cabeça;
É não se alimentar mais, não matar a sede, não fazer mais xixi;
É não dar tchau.
É fechar o caixão enquanto do lado de fora;

Deixar de viver não é morrer, morrer é renovar, começar de novo, na outra série, outro grau, avançado; aprendendo, ensinando, sentindo, reagindo, usufruindo e ainda amando.

Deixar de viver é rodar, é começar tudo de novo da estaca zero, é a busca pelo entendimento, pelos motivos. É coragem, é covardia, é pergunta sem resposta, é amor, é desamor, é sentimento que não se entende e não se pode mais tentar de explicar. Deixar de viver é sofrer.


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