sábado, 11 de maio de 2013

Feliz Dia das Mães

Parabéns às mães que são mães de um filho só e às que são mães de vários;

Parabéns às que são mães de animais, às que são mães de uma causa;

Às que são mães dos filhos dos outros e às que esperam até hoje seu filho chegar;

Às que seus filhos já fizeram a viagem e àquelas que já viajaram também;

Às que têm mãe e às que nunca tiveram;

Parabéns aos pais e às avós que acumulam a função de mãe;

Parabéns àquelas que estão em constante aprendizado, seja na alegria, na dor, na falta, no amor, na convivência, no erro, no respeito, na educação, no carinho, no cansaço e na perseverança de criar para o mundo um SER  melhor, seja um Homem, um Animal, uma Causa.


Parabéns a MINHA MÃE, a Vó Isa, e a mãe da Vó Isa, a minha Vó Dita!

Obrigada aos meus dois anjos por terem me escolhido como sua mãe. 

domingo, 5 de maio de 2013

O Tempo.

O Tempo, Ele é o melhor amigo da Vida, sem ele, nada aconteceria, tudo ficaria parado, nada evoluiria, nada mudaria. Ela precisa dele, e eles fazem uma parceria perfeita!

O Tempo tem a idade dela, é jóvem, e é bipolar, lamento informar, o tempo é bipolar. Sim, é antagonico a si mesmo, corre feito louco, e a pobre da menina lá, trilhando o nosso caminho, e às vezes não dá pra acompanhar. O carinha "se enlouquece"! Só que é ela quem manda, e ela dá uns sopapos nele bonitos de se ver, e aí ele amacia, fica calminho, calminho, e parece que de propósito, se arrasta. E nada acontece, e nada muda, e isso irrita, e a guria que não perde pra ninguém vai lá tirar satisfação, "Qual é a tua?"

E assim eles montam o cenário, eles pintam e bordam e a gente vai indo, rápido, devagar, seguindo o script, improvisando!

Nada melhor que o tempo...o melhor amigo da vida.

Na medida certa.

Essa é uma história real...

Há algum tempo, a minha mãe começou a perceber os sintomas da pressão alta. Com isso o paladar foi alterado. Ela salgava totalmente a comida. Sal altera a pressão arterial, a pressão arterial alterada, altera o paladar. Era um ciclo vicioso e horroroso!

O certo é que o arroz era terrível, impossível de ser comido sem um copo de água bem gelada na frente do prato.

Um dia, eu disse pra ela, que já que ela não conseguia mais sentir o quanto o arroz era salgado, ela seguisse cozinhando do jeito que aprendeu, mas ao servir a colher com o sal, servisse o habitual e devolvesse ao saleiro mais da metade do que foi servido, e com isso com certeza a comida dela voltaria a ser saudável, e assim ela o fez.

Com o tempo, com o tratamento, o paladar dela normalizou-se e a medida certa passou a ser a que ela já estava, então, habituada, um pouco menos, sempre um pouco menos.

E é assim, com nossos sentimentos também é assim. Quando temos um sentimento maltratado, e vemos a oportunidade de acariciá-lo, a tendência é sufocar a fonte do sentimento, queremos mais, queremos mostrar que gostamos, que podemos aproveitar, e perdemos a medida. Da mesma forma que a pressão alta maltratava, entre outras coisas, o paladar da minha mãe.

A medida certa não é a metade menos, não é 1/3  menos, não é a mais, é a medida certa. Cada um tem a sua, a medida certa é aquela que não sufoca, que não compara, que respeita, que dá ao novo a chance de ele te dar uma nova chance.

Esta é a medida certa.




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