segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O cérebro

O cérebro da criatura tá uma máquina de ultra-absorção!

É espantoso como a gente se condiciona a aprender aquilo que é importante aprender, desprezando o que não interessa. 

Ela vem de um treinamento de quase um ano. Antes, no começo, lia e relia, e talvez alguma coisa ficasse armazenada lá, no HD, que ela achava que era limitado. 

Depois lia e buscava a informação, em qualquer momento do dia, olhando uma vitrine, levando a sharposa pra passear...e a informação tava lá, às vezes precisava de um pouco de esforço, mas a gavetinha se abria e botava pra fora.

O mais legal é que até pra errar é preciso ter método, errar com atenção, errar acreditando que se está acertando, tem que ter um porquê daquela alternativa ser a correta, pois assim, ao perceber o erro jamais se irá errar novamente.

Agora tá bom! Ela sonha com o que leu, palavra por palavra, regra por regra, conceito por conceito. Chega a ser agoniante, o sonho entra em looping e pendura o servidor,  no meio da noite dá dor de cabeça, é um sono cansado, porém prova que o dado virou informação.

Eu já disse pra ela que uma hora vai esvaziar, ou melhor, vai desinchar, vai ficar aquela noção de "já ví, sei como fazer, mas preciso pesquisar e sei onde pesquisar". O importante é que até o encontro com a "nova melhor amiga dela", as respostas à inquisidora estejam na ponta da língua, ou melhor, na ponta do lápis grafite nº 2.

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