sábado, 5 de novembro de 2011

Como ele, ninguém...

Ninguém segurou Ela tão firme quanto ele. Ela tinha medo, mas com ele não, ela ficava lá... sentia o sol, o sal, a temperatura às vezes fria com que o corpo se acostumava aos poucos, o movimento das ondas fazendo seu corpo flutuar com a plena certeza de que estava bem. Permanecia assim um tempo que não se pode estimar, um tempo que a memória só traz a tona como bom, nem muito, nem pouco, o suficiente pra ficar guardado na lembrança.

Ela não entrava só com ele, entrava com ela também, mas as mãos desta eram delicadas, frágeis, ela gostava, claro, mas não era a mesma coisa. Tempo bom! Que não volta mais, nunca mais vai se repetir, a não ser nas suas memórias...

Muito ele esteve com Ela, nos momentos principais da sua vida, até que declinou da sua companhia, como quem vende um objeto, doa a alguém, desfaz-se de algo que o perturba, o incomoda ou não condiz com a sua realidade. Mas as lembranças ficaram, não em forma de saudade, nem de tristeza, nem de alegria, mas de momentos, momentos que fazem a vida, quadro a quadro, momentos atestam que houve VIDA.

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