domingo, 28 de abril de 2013

Voltas.

Não são voltas, a Vida não dá voltas, se desse estaríamos sempre voltando ao mesmo lugar, e este não é o nosso propósito. A guria é esperta, ir e vir cansa, e ela sabe disto.

Ela faz caminhos diferentes a cada ida, e às vezes, vinda. Não, não é sempre que ela volta, voltar é retroceder, mas volta quem precisa, volta quem não enxerga à frente, volta quem perdeu alguma coisa lá atrás. Aí, a guriazinha dá um daqueles vôos, daqueles em que ela te prende nas tranças e te leva de volta, fazer o quê?

Nada acontece de novo, nada acontece duas vezes, nem pensar algo acontecer três vezes, pois os momentos são outros, as pessoas estão diferentes.

E quando a gente pensa então, que nunca mais, porque a gente não quer voltar, aí o que acontece? Ela mostra quem manda, e tudo de novo! Mas daquele jeitinho, outra pessoa, outro momento. Não que eu não acreditasse, pois se não acreditasse, teria ficado lá, lá atrás, paradinha. E eu não fiquei!

Num desses vôos que parecem desnorteados eu me agarrei na roupa branca dela, com toda a força que eu tinha, e voei, voei muito alto, teve uma vez que eu caí, e levantar foi bem difícil, só que tem um monte de gente agarradinho nela, e alguns nem sabem o quanto se apegam nela, e eu ví que assim como eu, outros caíram, e ela voltou pra buscar. Ela me buscou!

Cheguei!


Agora eu tenho que esperar ela ter aquela boa conversa com ele. Ele quem? O tempo! Nunca falei dele? Erro terrível! O tempo é o melhor amigo dela, ela tem ele na palma das mãos, e é ele quem vai me entregar "aquilo" que eu nunca deixei de acreditar e só os dois juntos poderiam me mostrar novamente. 





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